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Os nomes de Yvonne Daumerie

Yvonne Daumerie
Yvonne Daumerie (fevereiro de 1927)

Yvonne Daumerie (bailarina, coreógrafa, professora de dança, canto e violão, compositora, cantora e violonista) é conhecida pelo seu nome artístico, mas seu ano de nascimento e seus nomes civis são uma incógnita até mesmo para seus estudiosos. O objetivo deste artigo é estabelecer documentalmente esses dados, listar seus nomes artísticos e civis e propor uma hipótese sobre as razões que a levaram a adotar o sobrenome francês da avó materna como seu nome de palco.

Francisco Fuchs – Os nomes de Yvonne Daumerie (PDF)

ALGUMAS FONTES PRIMÁRIAS SOBRE YVONNE DAUMERIE RAMOS:

A mesinha de Ivonne Daumerie

Um quarto de hora com Yvonne Daumerie

Alípio Ramos & Yvonne Daumerie Ramos

20 de dezembro de 1975

Tout Seul, chanté par Yvonne Daumerie

void
3 Daumerie

O nomes de Julia, Jeanne e Yvonne em 1924.
A Cigarra, Ano XIII, nº 239, 1924.10.15, p. 36.

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Informática Sobre

Por que em Inglês?

Durante mais de 30 anos eu traduzi para o Português palavras oriundas do universo da informática. Cheguei até a traduzir alguns programas, entre eles o SumatraPDF. Existem transposições que já foram consagradas em nossa língua; assim, não há razão para escrevermos page, post ou hard disk, pois suas traduções página, postagem e disco rígido são sonoras e absolutamente adequadas. Certas palavras podem ser consideradas limítrofes: por exemplo, eu até poderia chamar meu mouse de rato, como fazem os portugueses, mas não o da minha esposa, que, a rigor, não passa de um camundongo. Outras palavras, dependendo do contexto ou da classe gramatical, podem ou não ser traduzidas; assim, ora eu uso programa, ora eu uso software; e embora use com gosto os verbos subir e baixar, permito-me usar também (como substantivos) as palavras upload e download. Prefiro não traduzir hardware, e palavras como site ou website parecem-me (hoje em dia) infinitamente melhores do que sítio. Vale lembrar, por fim, que existem termos de informática em Inglês que apenas nós usamos, como pen drive, dispositivo móvel que lá fora é conhecido como flash drive ou USB stick.

Em resumo, hoje penso que a adoção (refletida!) de palavras em outras línguas é muito mais saudável do que a busca de um ideal de pureza. Atire a primeira pedra quem nunca comeu um croissant.

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Stendhal – Romans et nouvelles

Fundada em 1931 por Jacques Schiffrin, a Bibliothèque de la Pléiade é talvez a iniciativa editorial mais célebre em todo o mundo, tendo servido de modelo para várias outras coleções, entre elas a italiana Biblioteca della Pléiade e a americana Library of America.

Recentemente descobri que algum abnegado anônimo digitalizou, e com muita competência, vários desses volumes. Para que essas cópias sejam oferecidas de forma 100% legal, no entanto, não basta que seus autores estejam sob domínio público. As sucessivas reedições desses livros geralmente se fazem acompanhar por material inédito (como novas apresentações e notas do editores e, em alguns casos, novas traduções); assim, a rigor, apenas as edições mais antigas desses livros estão, de fato, sob domínio público.

Por isso, fiz uma espécie de curadoria desses volumes e incluirei, na pequenina porém valente Biblioteca do ponto cinza, apenas edições que respeitam os direitos de autor.

Os arquivos foram produzidos num formato muito otimizado, o DjVu (déjà vu), e além de possuírem marcadores, permitem busca textual. Se você usa Windows e seu leitor de PDF não lê arquivos DjVu, recomendo o SumatraPDF, um software excelente que eu mesmo traduzi para o Português do Brasil.

Esta será a única postagem referente à inclusão de livros dessa coleção francesa no ponto cinza. Os demais volumes serão adicionados, direta e silenciosamente, à Biblioteca.

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Biblioteca Documentos Domínio público Filosofia

Entretiens avec Bergson

A pedido dos editores, este livro foi publicado em 1959, ano em que se comemorou o centenário de nascimento de Henri Bergson. Redigido a partir de anotações de Jacques Chevalier em seu diário, muitas delas realizadas de memória logo após suas conversas com o mestre e amigo, ele possui um valor documental (e filosófico) extraordinário; e ainda que tenha de ser considerado como um livro de Chevalier, e não do entrevistado, é possível dizer que essa distinção se esfuma tão logo se abrem as aspas e a voz de Bergson se faz ouvir.

Jacques Chevalier – Entretiens avec Bergson (PDF)

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Tratada a coices

Ao longo de minha pesquisa sobre Yvonne Daumerie deparei-me com várias coisas interessantes. O texto abaixo, por exemplo, escrito em 1926, é bastante curioso. Não tenho como avaliar seu mérito, pois não sei a que músicas (e piadas) seu autor se refere. Mas não é muito difícil transpor o debate para os dias de hoje, e seja qual for a posição do leitor a respeito do tema, a impressão que se tem é de que nada mudou ao longo de um século.

FONTE:

https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dimeca/biblioteca/acervos/publicacoes-digitalizadas/revista-da-cidade-pdf/revista_da_cidade_1926_n013.pdf

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Alípio Ramos & Yvonne Daumerie Ramos

No PDF abaixo você poderá consultar os dois registros de casamento entre Alípio Ramos e Yvonne Daumerie. Entre eles, o registro de conciliação (de 1946) é a fonte primária mais importante (mas não a única) que me permitiu estabelecer documentalmente os dois nomes civis de Yvonne Daumerie.

Não achei adequado incluir esses documentos pessoais entre os apêndices de meu artigo Os nomes de Yvonne Daumerie, mas dada a importância histórica dos dois registros, não vejo nenhum problema em publicá-los à parte.

A rigor, eu poderia reproduzir aqui apenas o registro de 1946, mas por razões didáticas resolvi publicar também o de 1930, que, como demonstrei em meu artigo, é uma comédia de erros. Esse documento de 1930 ensina uma lição preciosa: não se pode tomar nenhum testemunho, e nem mesmo um documento oficial, pelo seu valor de face. Ele fornece, assim, matéria para a reflexão de historiadores, juristas, jornalistas e pesquisadores em geral.

O registro de 1946, por outro lado, é um manancial de informações corretas, e posso dizê-lo tranquilamente porque eu o confrontei com outras fontes primárias. A única informação incorreta nesse registro é a nacionalidade do pai de Yvonne, Eduardo Stumpe, que era alemão, e não baiano. Como sugeri em meu artigo, esse “erro” pode ter sido intencional. A Segunda Guerra Mundial, traumática para os imigrantes dos países do Eixo, havia terminado há apenas um ano. Caso ocorresse um novo conflito, seria preferível para Yvonne, cuja mãe era baiana, apresentar às forças de repressão um pai igualmente baiano.

Registros de casamento entre Alípio Ramos e Yvonne Daumerie (PDF)

FONTES:

Registro de casamento de 1930:

<https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSVR-VQN6-4?view=index>. Acesso em 2025.08.26.

Registro de casamento de 1946 (reconciliação):

<https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSDL-RS6Z-D?view=index>. Acesso em 2025.08.26.

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Antropologia Biologia Cultura (conceito de) Filosofia

Introdução ao conceito de Cultura

Este texto apresenta, da forma mais simples possível, o conceito de Cultura no qual venho trabalhando há mais de 20 anos.

Embora tenha apenas três páginas e deixe de fora inúmeros problemas já abordados em outros textos, ele pode ser considerado como a primeira abordagem panorâmica do meu conceito de Cultura.

Introducão ao conceito de Cultura (PDF)

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Um quarto de hora com Yvonne Daumerie

Entrevista publicada em 25 de julho de 1928.

FONTE:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_04&pasta=ano%20192&pagfis=67314

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Arte Dança Documentos História Música

A mesinha de Ivonne Daumerie

FONTE:

A Manhã, 1928.07.22. Edição 0800, p. 2:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=116408&pagfis=3530

A Manhã, 1928.07.22. Edição 0800, p. 9:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=116408&pagfis=3539

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Arte Música

Dois encontros com Hermeto Pascoal

Morreu ontem, aos 89 anos, bem no dia do lançamento deste website, o extraordinário Hermeto Pascoal. Jamais havia contado publicamente a história que irei contar a seguir, porém hoje percebi que ela também pertence a Hermeto, e que contá-la é tudo que posso fazer para honrar sua memória.

Ainda nos anos 90 fui de improviso a um show no Canecão a convite de Débora, uma amiga da UFRJ. Lembro-me de ter comprado sapatos novos minutos antes do espetáculo, pois os meus estavam muito velhos e eu não queria passar vergonha em minha primeira (e última) ida ao célebre Canecão.

Hermeto Pascoal foi uma das atrações e minha amiga, que parecia conhecer todos os grandes instrumentistas da época, levou-me ao camarim. Eu não esperava por aquilo e fiquei a um canto, na minha. Num dado momento, Hermeto levantou-se de onde estava, veio até mim e deu-me um abraço.

Muitos anos depois, em 25 de maio de 2013 (sei a data precisa porque tenho uma foto daquele dia), minha mulher e eu fomos ao show de Hermeto Pascoal e Aline Morena no Espaço Furnas Cultural em Botafogo. Estávamos sentados bem no meio da primeira fila, e houve um problema no som. Hermeto ficou zangado, mas não quis atrasar a apresentação e veio tocar fora do palco, junto à platéia, ou seja, exatamente onde nós estávamos sentados. Durante 30 minutos ele fez o show bem à nossa frente, ao alcance das nossas mãos; um tropeço e ele cairia no nosso colo.

Não é todo dia que você vê um bruxo como Hermeto fazendo música praticamente no seu colo, mas é claro que a história no Canecão continua sendo muito mais significativa para mim. Resolvi contá-la por um motivo muito simples: pouco importa, para o público, que eu tenha recebido um abraço de Hermeto; mas que Hermeto tenha se dado ao trabalho de levantar-se para abraçar um completo estranho, isso sim, é de interesse público e diz muito sobre ele.