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Por que evito falar sobre a pequena política

Porquinhos se abraçando na Natureza

Como tantas vezes acontece, a resposta está contida na própria pergunta: evito falar sobre a pequena política porque ela é pequena. Não é que eu, num delírio narcísico, ache-me grande o bastante para ostentar essa “indiferença olímpica” da qual um gigante como Goethe chegou a ser acusado.¹ Minhas razões são bem diferentes. Em primeiro lugar, esse não é o meu trabalho. Não sou jornalista, e muito menos jornalista político; embora procure manter-me informado, pouco (ou nada) teria a acrescentar àquilo que já virou notícia e comentário. Em segundo lugar, este não é o lugar apropriado. Quem quer falar sobre política vai às redes sociais, que são as praças públicas digitais de nossa época.

Nada disso significa, porém, que eu seja um ἰδιώτης; significa apenas que privilegio a grande política (em detrimento da pequena). Quando fiz graduação em História, nada me fascinava mais do que a história das mentalidades; assim, não surpreende que meu mais recente trabalho filosófico (sobre a produção de si e do outro) situe-se na interseção entre ontologia, subjetividade e vida social, porém tão longe quanto possível da pequena política.

Há ocasiões, porém, em que me desvio do meu foco e acabo dedicando um esforço a uma atualidade jornalística. Depois explicarei o porquê dessas exceções. Por ora, deixo aqui um atalho para um desses artigos de ocasião, “A BBC errou?“, que acaba de ser publicado na Revista Athena.

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1. CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental. Brasília, Edições do Senado Federal, Volume 3, p. 1712.

Um comentário a “Por que evito falar sobre a pequena política”

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