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Alípio Ramos & Yvonne Daumerie Ramos

No PDF abaixo você poderá consultar os dois registros de casamento entre Alípio Ramos e Yvonne Daumerie. Entre eles, o registro de conciliação (de 1946) é a fonte primária mais importante (mas não a única) que me permitiu estabelecer documentalmente os dois nomes civis de Yvonne Daumerie.

Não achei adequado incluir esses documentos pessoais entre os apêndices de meu artigo Os nomes de Yvonne Daumerie, mas dada a importância histórica dos dois registros, não vejo nenhum problema em publicá-los à parte.

A rigor, eu poderia reproduzir aqui apenas o registro de 1946, mas por razões didáticas resolvi publicar também o de 1930, que, como demonstrei em meu artigo, é uma comédia de erros. Esse documento de 1930 ensina uma lição preciosa: não se pode tomar nenhum testemunho, e nem mesmo um documento oficial, pelo seu valor de face. Ele fornece, assim, matéria para a reflexão de historiadores, juristas, jornalistas e pesquisadores em geral.

O registro de 1946, por outro lado, é um manancial de informações corretas, e posso dizê-lo tranquilamente porque eu o confrontei com outras fontes primárias. A única informação incorreta nesse registro é a nacionalidade do pai de Yvonne, Eduardo Stumpe, que era alemão, e não baiano. Como sugeri em meu artigo, esse “erro” pode ter sido intencional. A Segunda Guerra Mundial, traumática para os imigrantes dos países do Eixo, havia terminado há apenas um ano. Caso ocorresse um novo conflito, seria preferível para Yvonne, cuja mãe era baiana, apresentar às forças de repressão um pai igualmente baiano.

Registros de casamento entre Alípio Ramos e Yvonne Daumerie (PDF)

FONTES:

Registro de casamento de 1930:

<https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSVR-VQN6-4?view=index>. Acesso em 2025.08.26.

Registro de casamento de 1946 (reconciliação):

<https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSDL-RS6Z-D?view=index>. Acesso em 2025.08.26.

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Antropologia Biologia Cultura (conceito de) Filosofia

Introdução ao conceito de Cultura

Este texto apresenta, da forma mais simples possível, o conceito de Cultura no qual venho trabalhando há mais de 20 anos.

Embora tenha apenas três páginas e deixe de fora inúmeros problemas já abordados em outros textos, ele pode ser considerado como a primeira abordagem panorâmica do meu conceito de Cultura.

Introducão ao conceito de Cultura (PDF)

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Um quarto de hora com Yvonne Daumerie

Entrevista publicada em 25 de julho de 1928.

FONTE:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/docreader.aspx?bib=030015_04&pasta=ano%20192&pagfis=67314

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A mesinha de Ivonne Daumerie

FONTE:

A Manhã, 1928.07.22. Edição 0800, p. 2:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=116408&pagfis=3530

A Manhã, 1928.07.22. Edição 0800, p. 9:

https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=116408&pagfis=3539

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Arte Música

Dois encontros com Hermeto Pascoal

Morreu ontem, aos 89 anos, bem no dia do lançamento deste website, o extraordinário Hermeto Pascoal. Jamais havia contado publicamente a história que irei contar a seguir, porém hoje percebi que ela também pertence a Hermeto, e que contá-la é tudo que posso fazer para honrar sua memória.

Ainda nos anos 90 fui de improviso a um show no Canecão a convite de Débora, uma amiga da UFRJ. Lembro-me de ter comprado sapatos novos minutos antes do espetáculo, pois os meus estavam muito velhos e eu não queria passar vergonha em minha primeira (e última) ida ao célebre Canecão.

Hermeto Pascoal foi uma das atrações e minha amiga, que parecia conhecer todos os grandes instrumentistas da época, levou-me ao camarim. Eu não esperava por aquilo e fiquei a um canto, na minha. Num dado momento, Hermeto levantou-se de onde estava, veio até mim e deu-me um abraço.

Muitos anos depois, em 25 de maio de 2013 (sei a data precisa porque tenho uma foto daquele dia), minha mulher e eu fomos ao show de Hermeto Pascoal e Aline Morena no Espaço Furnas Cultural em Botafogo. Estávamos sentados bem no meio da primeira fila, e houve um problema no som. Hermeto ficou zangado, mas não quis atrasar a apresentação e veio tocar fora do palco, junto à platéia, ou seja, exatamente onde nós estávamos sentados. Durante 30 minutos ele fez o show bem à nossa frente, ao alcance das nossas mãos; um tropeço e ele cairia no nosso colo.

Não é todo dia que você vê um bruxo como Hermeto fazendo música praticamente no seu colo, mas é claro que a história no Canecão continua sendo muito mais significativa para mim. Resolvi contá-la por um motivo muito simples: pouco importa, para o público, que eu tenha recebido um abraço de Hermeto; mas que Hermeto tenha se dado ao trabalho de levantar-se para abraçar um completo estranho, isso sim, é de interesse público e diz muito sobre ele.

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o ponto cinza de paul Sobre

o ponto cinza de paul

O sábio O iniciado pressente o ponto original da vida: ele possui um pequeno número de átomos viventes sob forma de conceitos que tornam possível o ato da criação; ele conhece um pequeno ponto cinza que permite fazer o salto do caos à ordem.”

Paul Klee

La pensée créatrice, trad. Sylvie Girard.
Paris, Dessain e Tolra, 1980, p. 60.
(A correção no início do texto é do próprio Paul Klee)

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Sobre

ponto cinza

Mais de 20 anos depois da minha primeira experiência desse tipo (que remonta a 1998), voltei a investir num website com seu próprio nome de domínio.

Desse modo, minha vida virtual, que andava um tanto dispersa, passará a concentrar-se aqui. Não custa aproveitar a ocasião para avisar: não uso redes sociais. Tenho, no entanto, um canal no YouTube que pretendo usar mais amiúde no futuro.

Seja bem-vindo ou bem-vinda!