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Informática Linux

Rodando o Linux Mint 22.3

Assistir a canais abertos de televisão é coisa do passado, mas eu tenho uma TV. Ter acesso a um aparelho de TV, e também a um aparelho de rádio tradicional, pode ser bem útil em momentos de crise. Vale ressaltar que não estou me referindo a crises existenciais, mas a crises externas, como furacões, enchentes e invasões alienígenas.

O fabricante diz que minha TV é inteligente, mas não tenho como confirmar essa informação, pois há anos temos usado nossas televisões como monitores de um PC.

Foi nesse PC que instalei o Linux Mint 22.2 (Edição Cinnamon), e isso me autoriza a afirmar que só não usa Linux quem não quer. O Menu Iniciar da atualização mais recente (versão 22.3) ficou ainda melhor, e o sistema é tão bom e tão fácil de administrar que já decidi usá-lo em meu próprio PC, atualmente rodando Debian 12 em dual boot com Windows 10.

No futuro irei criar uma página dedicada ao Linux e aos programas que estou garimpando e usando nesse sistema operacional.

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Sessões sobre o Marco Civil da Internet

Apresento a seguir uma lista com as principais fontes primárias relativas aos debates promovidos pelo STF em torno do tema do Marco Civil da Internet, que é da maior importância para os rumos da democracia no Brasil. Resolvi organizar e datar o material para reunir os atalhos dispersos no canal oficial do STF no YouTube, facilitando, assim, o trabalho dos pesquisadores.

Foram deixadas de fora algumas contribuições individuais ao debate, geralmente muito antigas, mas foram incluídas as audiências públicas (realizadas em 2017 e em 2023) e todas as sessões ordinárias e extraordinárias (realizadas em 2024 e 2025). A lista foi checada várias vezes, mas caso você perceba que deixei de incluir nela alguma audiência ou sessão importante, por favor avise-me nos comentários.

NOTA: Diferentemente do que consta no YouTube, as sessões realizadas nos dias 2024.11.28, 2024.12.05, 2025.06.05 e 2025.06.26 foram sessões extraordinárias, tendo sido renomeadas nesta lista de modo a refletir esse pormenor.

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS (2017)

Bloqueio judicial do WhatsApp e Marco Civil da Internet

Parte 1 de 4 (2017.06.02)
https://www.youtube.com/watch?v=3TNsQCNIOO0


Parte 2 de 4 (2017.06.02)
https://www.youtube.com/watch?v=qN9w_BuKfCA

Parte 3 de 4 (2017.06.05)
https://www.youtube.com/watch?v=Bvq4JSr6uCo

Parte 4 de 4 (2017.06.05)
https://www.youtube.com/watch?v=t1WJLIa5nV8

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS (2023)

2023.03.28
Audiência pública – Marco Civil da Internet (manhã)

https://www.youtube.com/watch?v=AwTODpWW-3E

2023.03.28
Audiência pública – Marco Civil da Internet (tarde)

https://www.youtube.com/watch?v=q-yd8DrGfXk

2023.03.29
Audiência pública – Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=pEFJYIqflGs

SESSÕES ORDINÁRIAS E EXTRAORDINÁRIAS
(2024-2025)

2024.11.27
Sessão Plenária – Regras do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=uVP_HPv7nkI


2024.11.28
Sessão Extraordinária – Marco Civil da internet

https://www.youtube.com/watch?v=5mSA0nfIo7Y


2024.12.04
Sessão Plenária – Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=qsFJXB2iA-g

2024.12.05
Sessão Extraordinária – Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=OAccmmamtE0


2024.12.11
Sessão Plenária – Regras do Marco Civil da internet

https://www.youtube.com/watch?v=s107QFoZiPU


2024.12.18
Sessão Plenária – Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=c45zWtiRAtQ


2025.06.04
Sessão Plenária – Recursos sobre normas do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=LggtwwneH38


2025.06.05
Sessão Extraordinária – Recursos sobre normas do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=LAB5XvMkbMA


2025.06.11
Sessão Plenária – Recursos sobre normas do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=DvLQBxGqz-M

2025.06.11
Sessão Extraordinária – Recursos sobre normas do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=9qKO0tk9Tmo


2025.06.12
Sessão Extraordinária – Recursos sobre normas do Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=qAsE.wXCRms

https://www.youtube.com/watch?v=fBVLZ4Po1pU

2025.06.25
Sessão Plenária – Celular esquecido em cena do crime pode ser usado como prova

https://www.youtube.com/watch?v=SsXznYFLzUk


2025.06.26
Sessão Extraordinária – Marco Civil da Internet

https://www.youtube.com/watch?v=ZB0rDhFBju0

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História Informática Internet

O fim do telefone

A telefonia fixa está agonizando: em todo o mundo, a tradicional rede telefônica pública comutada está sendo substituída pela telefonia digital baseada em VoIP (Voice over Internet Protocol).

Há muitas vantagens econômicas, mas as desvantagens são preocupantes: as ligações podem ser interceptadas mais facilmente e as pessoas podem ficar incomunicáveis caso falte energia por um tempo mais prolongado.¹

Mas não é apenas o telefone fixo que agoniza. Por causa do telemarketing e das fraudes, muita gente prefere deixar seu celular no modo avião. Ou seja, o caráter aberto de uma rede pública descentralizada na qual qualquer número pode ligar diretamente para qualquer outro número também está indo para o espaço. Agora as ligações são mediadas por aplicativos, e se eu uso Signal e você ainda usa WhatsApp, nós vivemos em mundos à parte.

Escrevi esta postagem movido por uma experiência recente. Quando uma senhora de mais de 80 anos atende um número desconhecido disfarçando a voz, não resta outra coisa a fazer senão assinar o atestado de óbito do telefone.

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1. The withdrawal of landlines and switch to digital calls. House of Commons, 2024.05.23.

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Distopia Informática Inteligência artificial Privacidade Sistema operacional Windows

Virando a página

Há momentos críticos nos quais sinto-me forçado a dar meu testemunho, independentemente de qualquer consideração a respeito de sua eficácia ou de seu alcance. O fim do suporte ao Windows 10 é um desses momentos, pois seu sucessor é tão abertamente invasivo, e os planos da Microsoft para o futuro são tão abertamente megalomaníacos, que é impossível ficar calado.

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David Weston, vice-presidente corporativo da Microsoft na área de segurança de sistemas: para alimentar a IA, nossos computadores precisam “ver o que nós vemos” e “ouvir o que nós ouvimos” (2025).

É claro que a Microsoft não detém o monopólio da distopia; bem ao contrário, a disputa nesse terreno é bastante acirrada.

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Mark Zuckerberg no Mobile World Congress (2016).

Embora preste muita atenção às discussões sobre esse tema, estou longe de ser um ativista dos direitos digitais. E como não uso redes sociais, mas uso computadores de mesa há mais de 30 anos, é claro que as manobras da Microsoft teriam de chamar minha atenção de maneira muito incisiva. Isso levou-me a fazer, nas últimas postagens, um mapeamento de algumas entre as muitas possibilidades que estão, neste momento crítico, à disposição das pessoas. O que elas farão com essas informações já não depende de mim.

Hora de virar a página e voltar ao (meu) trabalho.

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Distopia Informática Inteligência artificial Privacidade Sistema operacional Windows

Eles querem ouvir sua voz…

…mas isso não é necessariamente uma boa notícia.

2030

“O mundo de, tipo assim, ficar por aí usando mouse e digitando no teclado se tornará tão estranho [para as pessoas] quanto é hoje, para a geração Z, tipo assim, usar MS-DOS.” (tradução livre)

As palavras acima são de David Weston, vice-presidente corporativo da Microsoft na área de segurança de sistemas. Elas abrem o vídeo “Microsoft Windows 2030 Vision”, no qual ele deseja vender (entre outras coisas) a idéia de que dispositivos dotados de Inteligência Artificial e comandados por voz representam o futuro.

Segundo as estimativas do ChatGPT, entretanto, milhões de pessoas não conseguiriam e bilhões de pessoas não gostariam de usar seus dispositivos por meio de comandos de voz. As limitações seriam fisiológicas (entre 50 e 100 milhões de pessoas), ambientais (atividades em lugares ruidosos), tecnológicas (sotaques ou idiomas sem suporte, dispositivos ou conexão à Internet inadequados) e até sociais (culturas nas quais falar com máquinas não é algo bem visto). Nessa mesma “conversa” o ChatGPT revelou que “pesquisas da Microsoft, Google e Pew Research indicam que 40–60% dos adultos raramente usam comandos de voz, mesmo tendo acesso a eles.”

É claro que o executivo da Microsoft conhece essas pesquisas. Por que, então, ele tenta retratar tecnologias testadas e aprovadas (como teclado e mouse) como algo a ser ultrapassado? Por que ele está tão determinado a vender um futuro que, além de indesejado das gentes, seria tão excludente para tantas pessoas? E por que ele finge não saber que até a geração Z está usando comandos de texto (tipo assim MS-DOS) para obter respostas e gerar imagens nas diversas IAs?

A inautenticidade do argumento é tão patente que me chamou a atenção. Afinal, por que os comandos de voz se tornaram, do dia para a noite, tão importantes para a Microsoft? Fui dormir pensando nisso e acordei com uma hipótese, que fui testar com esta pergunta para o ChatGPT:

Como você compararia o treinamento das Inteligências Artificiais em três áreas distintas: texto, imagem e voz? Qual delas está mais desenvolvida, qual delas é a menos desenvolvida?

Mistério resolvido: a voz é a área menos consolidada das IAs. Elas continuam famintas por textos e imagens, mas a fala humana é sua última fronteira.

É um bom tema para um conto infanto-juvenil: a história de um monstro que se alimenta da voz humana. Que tal escrevê-lo? Só não vale usar o ChatGPT.

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Informática Internet Linux Privacidade Sistema operacional Windows

O último Windows

Se você ainda não está convencido de que o Windows 10 é a última versão usável do sistema operacional da Microsoft, é porque ainda não sabe o suficiente sobre o Windows 11. A boa notícia, no entanto, é que a estratégia que irei apresentar aqui pode ser utilizada com qualquer versão do Windows. O essencial é compreender o que está em jogo e agir de acordo.

O princípio é o mais simples possível: assim como evitamos transmitir qualquer informação relevante à nossa vizinha fofoqueira, precisamos parar de fornecer informações pessoais ao sistema operacional que “vê o que nós vemos” e “ouve o que nós ouvimos”, ou seja, nos espiona 24 horas por dia.¹

É por isso que o uso do Linux, de uma hora para outra, deixou de ser opcional. Não posso confiar meus dados e informações pessoais mais importantes justamente à minha vizinha fofoqueira.

Por outro lado, se existem problemas que só posso resolver usando programas feitos para rodar no Windows, não há motivo para fazer drama: eu irei usá-lo apenas para rodar esses programas.

As opções são muitas. Por exemplo, se meus dicionários eletrônicos só rodam em Windows, posso usá-los numa máquina virtual Windows dedicada à produção textual; mas posso também instalar uma cópia do Windows em dual boot para fazer coisas que só faço ocasionalmente, como jogar videogame ou fazer edição de áudio. E uma vez que essa versão do Windows deixe de receber atualizações, ela poderá ser congelada, ou seja, mantida offline (desconectada da Internet) por razões de segurança. Eu nem mesmo me importaria de congelar todos os meus programas e jogos juntamente com o Windows 10, mas é claro que nem todo mundo está disposto a isso. Por outro lado, é possível, e mesmo provável, que o desenvolvimento da emulação no Linux torne cada vez mais desnecessário o uso do Windows para rodar esses programas; e que o desenvolvimento do próprio Linux permita finalmente substituí-los por programas nativos. Eu levei isso em conta, por exemplo, quando comprei o SoftMaker Office, produzido na Alemanha e que roda no Windows, no Linux e no Android; deixei de depender do Microsoft Office, mas ao mesmo tempo não serei forçado a usar as opções de código aberto oferecidas no ambiente Linux.

Em resumo, o objetivo da política que estou apresentando aqui é muito simples: fazer com que os dados pessoais compartilhados no Windows sejam reduzidos a zero ou praticamente zero. Para isso, no entanto, e seja qual for a versão do Windows que se use para rodar jogos ou programas específicos, será preciso usar alguma distribuição do Linux (existem várias, a escolher) como sistema principal.

Por fim, mas não menos importante, há uma versão do Windows 10 um tantinho antiga (21H2)² chamada Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021. “IoT” é um acrônimo para Internet of Things; produzida para a chamada Internet das Coisas, ela é a versão mais enxuta do Windows, mas fornece todos os componentes necessários para rodar o sistema e só deixará de receber atualizações de segurança em 13 de janeiro de 2032, ou seja, daqui a mais de 6 anos.

O Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021 é fornecido apenas em Inglês, mas pacotes de linguagem podem ser instalados normalmente. O tradicional site de notícias The Register publicou sobre ele uma matéria que merece uma leitura atenta. É a derradeira versão do último Windows.

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1. “Microsoft Windows 2030 Vision with David Weston”. Vou analisar um trecho desse vídeo dentro de alguns dias.
2. A versão final do Windows 10 é a 22H2.

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Informática Linux Sistema operacional Windows

Dual boot na terra do sol

Existem programas que não possuem equivalentes no Linux; por exemplo, há excelentes versões antigas de dicionários eletrônicos profissionais que só rodam no Windows. Existem duas possibilidades de rodar esses programas dentro do Linux: diretamente, por meio de um emulador do Windows como o Wine; e por meio de uma máquina virtual.

Máquinas virtuais, entretanto, exigem um computador mais forte para serem usadas com conforto. O hardware não precisa ser recente; precisa apenas oferecer recursos suficientes. O ideal é que se possa dedicar à máquina virtual uma generosa quantidade de memória e ao menos dois processadores. Assim, se a emulação não funcionar, mas o hardware for bom o bastante, o caminho mais óbvio para montar uma máquina de tradução com dicionários profissionais Windows dentro do Linux seria instalando uma máquina virtual.

Mas há muitos jogos e muitos programas profissionais complexos que (ao menos por enquanto) não rodam no Linux de jeito nenhum e (ao contrário dos dicionários) são pesados demais para serem executados numa máquina virtual. Programas como esses, que não têm versões para Linux ou concorrentes à altura que rodem no Linux, acabam forçando determinados usuários a manter uma cópia do Windows em funcionamento. Qual seria a melhor maneira de rodar os dois sistemas ao mesmo tempo, beneficiando-se das vantagens que cada um deles oferece?

Tudo depende, evidentemente, dos recursos que se tem para investir em equipamento. Quem tem dinheiro sobrando simplesmente monta duas máquinas fortes e modernas, uma com o Windows e outra com o Linux. Isso, no entanto, está longe de ser necessário. Quem já possui dois computadores pode, por exemplo, instalar o Linux que será usado para navegação diária naquele PC bacana de 2014 que estava encostado e usar a máquina mais moderna para rodar jogos e programas profissionais pesados. Note que o PC Linux nem mesmo irá requerer uma placa de vídeo dedicada, ou poderá usar uma placa antiga e bem menos potente.

Quem não possui dois computadores (e tampouco tem recursos para comprar um PC novo) pode resolver o problema apenas comprando um SSD. Foi o que eu fiz. Ao ser instalado num novo SSD, o Debian 12 detectou automaticamente a instalação prévia do Windows no SSD antigo. Assim, a cada boot, posso escolher (por meio do menu do GRUB) qual dos dois sistemas quero rodar naquele momento e qual deles será definido como o sistema padrão. Eu diria que esse é o dual boot ideal, pois cada sistema operacional está instalado em seu próprio disco. No entanto, para que essa mágica aconteça, é importante instalar o Windows primeiro e o Linux depois.

Não é que seja impossível instalar os dois sistemas num único disco, mas existem SSDs com preços mais em conta e esse é o tipo de economia que eu não recomendo.

Hoje, dia 14 de outubro de 2025, encerra-se oficialmente o suporte para o usuário doméstico do Windows 10 (Home e Pro). Nesta postagem expliquei que existe uma maneira de estender o suporte por mais um ano. Porém um ano passa rápido; o que fazer depois disso? Quais são as alternativas? Afinal, por que aprender a usar o Linux é tão importante assim? É verdade que existe uma determinada versão do Windows 10 que receberá atualizações de segurança até 2031? Veremos tudo isso na próxima postagem.

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Informática Internet Linux Privacidade Redes sociais Sistema operacional

A era do Linux

Entre 55% e 70% dos usuários de PCs usam suas máquinas apenas para tarefas básicas como acessar e produzir documentos, visualizar e editar imagens, ler e enviar emails, navegar na Web, fazer compras e usar redes sociais. Num universo de 1,4 bilhão de PCs em atividade, o número desses usuários pode variar entre 700 milhões e 980 milhões de pessoas.¹

Você sabia que todas essas tarefas simples (e muitas outras, como administrar e produzir conteúdo para um site como este) podem ser feitas normalmente num Sistema Operacional (SO) Linux? Eu venho experimentando uma versão recente desse SO há algum tempo, e não vejo nenhuma razão que impeça qualquer pessoa de usá-lo em seu laptop ou em seu PC de mesa (desktop). Como alguém que rodou exclusivamente o MS-DOS durante cerca de dois anos, é claro que eu me meti a besta e instalei o Debian 12, que não é dos mais difíceis mas também não é feito para principiantes. No entanto, como pretendo instalar o Linux também no PC de minha esposa, e como será muito mais fácil administrar dois sistemas idênticos, já estou de olho na próxima edição do Linux Mint.

Há muito tempo o Linux domina o mercado para servidores. Esta página está hospedada num servidor Linux; e se por acaso você está usando um celular Android para lê-la, você está usando um sistema operacional baseado no Linux. Para que seu uso se tornasse popular também em computadores de mesa, era preciso que o SO se tornasse mais amigável, mas isso, felizmente, já aconteceu. Leia a seguir o resumo que o ChatGPT apresentou sobre essa questão:

A grande maioria dos usuários domésticos de PC (acima de 60%) poderia adotar o Linux sem perda de produtividade ou conforto, desde que recebessem: (1) um sistema já configurado (ex.: Ubuntu, Mint, Zorin, Fedora); (2) um navegador e suíte de escritório prontos; (3) suporte básico a drivers e impressoras. Em outras palavras: o obstáculo à migração é mais cultural e psicológico do que técnico. Para o uso comum, o Linux já entrega tudo — e com menos riscos de vírus, sem custos de licença e sem coleta intrusiva de dados.

divisor

Mas o que fazer com aqueles programas dos quais é impossível abrir mão (note que eu não estou me referindo ao Microsoft Office…) e que não rodam em Linux? Há varias soluções possíveis, e irei falar sobre elas na próxima postagem.

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1. Os números são estimativas do ChatGPT.

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Distopia Informática Inteligência artificial Internet Privacidade Windows

O fim do Windows

No próximo dia 14 de outubro, que é também o dia internacional do lixo eletrônico, a Microsoft tornará obsoletos até 55% dos PCs atualmente em funcionamento, totalizando um número que pode chegar a 800 milhões de computadores

Isso vai acontecer porque, após essa data, o Windows 10 será abandonado pela Microsoft e o usuário caseiro deixará de receber atualizações de segurança. Por sorte, essas correções continuarão sendo fornecidas às corporações, e tudo indica que o usuário caseiro poderá aceder a elas durante mais um ano.

Para receber as atualizações de segurança do Windows 10, no entanto, o usuário comum terá de vincular sua instalação a uma conta na Microsoft. O uso de uma conta online sempre foi opcional, e a maioria dos sistemas eram instalados por meio de uma conta local. Isso mudou em pouquíssimo tempo. Também o Windows 11 está tornando obrigatório o uso de uma conta na Microsoft.

Para mim, que tenho mais de 30 anos de experiência com computadores de mesa, o Windows 11 é um pesadelo distópico. Não quero usar um sistema operacional que tira fotos da minha tela a cada 5 segundos para treinar sua Inteligência Artificial. Também não quero ser forçado a vincular minha instalação ao uso de uma conta na Microsoft. Por fim, não pretendo jogar no lixo meus dois computadores velhos (que ainda funcionam perfeitamente) apenas porque a Microsoft decidiu que eles não são bons o bastante para rodar o Windows 11.

Mesmo que a vida do Windows 10 seja estendida por um ano (ou mais), isso não passa de uma solução temporária. Não pretendo instalar o Windows 11. Não quero gastar recursos de minha máquina e aumentar minha conta de energia para ajudar a treinar a IA da Microsoft. E, acima de tudo, não quero ter de me preocupar em desabilitar (sempre com o receio de que ele volte a ser habilitado em silêncio) um keylogger instalado no coração do sistema. O tempo e a energia gastos nesse jogo de gato e rato podem ser empregados em tarefas mais produtivas.

É o fim do Windows, mas infelizmente eu uso alguns softwares especializados que só rodam nesse sistema operacional.

E agora? Em breve irei compartilhar algumas possíveis soluções para esse problema.

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1. Os números são estimativas do ChatGPT.

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Anarcismo Fórum de discussão Informática Internet Redes sociais

O que é um fórum de discussão?

Para que a postagem anterior não ficasse longa demais, deixei de falar sobre a importância dos fóruns de discussão. Geralmente gratuitos, eles estão, a meu ver, entre as melhores ferramentas de aprendizado disponíveis na Internet.

Embora também sejam, ao menos num sentido amplo, “redes sociais”, os fóruns são totalmente distintos delas. Um fórum costuma dedicar-se a uma área de conhecimento ou a um tema específico; exceto em eventuais “zonas livres” previamente determinadas, todas as mensagens de um fórum devem estar relacionadas aos seus respectivos tópicos. Os tópicos, por sua vez, não podem ser abertos em qualquer lugar, mas apenas nas seções apropriadas (categorias e subcategorias). Cada fórum institui seu próprio conjunto de regras, cuja aplicação estará a cargo de membros da administração que ostentam o título de moderadores. Estes possuem o poder de mover, editar e apagar mensagens ou tópicos inteiros, e até de banir usuários; um fórum, portanto, é bem menos tolerante com exibições de narcisismo do que uma rede social. É um ambiente muito mais sério, de reflexão e aprendizado, embora evidentemente não exclua manifestações de humor e a formação de laços afetivos.

Existem vários fóruns em Português, mas sua língua franca é o Inglês; quem consegue se comunicar nessa língua tem à sua disposição uma gigantesca quantidade de fóruns sobre todos os assuntos. A maioria deles usa exclusivamente a língua inglesa porque isso simplifica a administração, diminui a ocorrência de desentendimentos e permite que pessoas de todas as partes do mundo conversem e ajudem umas às outras. Alguns fóruns (como o Hydrogenaudio) permitem postagens em outras línguas desde que acompanhadas por uma tradução para o Inglês; outros (como o fórum do Linux Mint) possuem seções dedicadas a outras línguas.

Last but not least, participar de um fórum estrangeiro sobre um tema que consideramos apaixonante é também uma ótima oportunidade para treinar o Inglês (ou a língua do fórum em questão). Erros de ortografia e gramática costumam ser bem tolerados, e a única coisa que realmente importa é não entrar nesses lugares para tirar onda ou jogar conversa fora. Mesmo os iniciantes mais despreparados, desde que demonstrem vontade de aprender e um interesse genuíno nos problemas apresentados, serão (ao contrário de narcisistas e outros espécimes tóxicos) valorizados e respeitados.

Encerro esta postagem com a indicação de três fóruns tradicionais para quem gosta de informática ou precisa de ajuda para resolver um problema nessa área:

https://forum.hardware.com.br (em Português)

https://www.bleepingcomputer.com/forums

https://forums.mydigitallife.net