O texto abaixo versa sobre a recente polêmica suscitada pelo uso de IA generativa por uma colunista da Folha de São Paulo. Eu já vinha refletindo sobre o tema há algum tempo, e o leitor atento perceberá que reaproveitei dois trechos de postagens recentes.
Estive a ponto de enviar o PDF para publicação na seção tendências/debates, mas os termos de envio são assimétricos e demasiadamente restritivos: não apenas uma licença de uso perpétua, mas exclusividade absoluta; nenhuma garantia de que o texto permanecerá online caso venha a ser publicado; vinculação automática a futuras alterações unilaterais do contrato. Assim, os assinantes da Folha que não me conhecem (desconfio que sejam muitos) terão de chupar o dedo. Es la vida.
Deixarei aqui, como uma curiosidade arqueológica, o arquivo PDF que esteve a um clique de ser enviado para a Folha. Notem que eu escrevi manualmente até as linhas finas que muito provavelmente são, naquele jornal, feitas por meio de IA. A segunda versão, publicada quatro dias depois (2025.02.19), foi revisada mais uma vez e deu lugar a uma terceira e definitiva versão, a ser publicada também na edição de março da Revista Athena.
