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Erro atrás de erro

erro atrás de erro
O Globo, 27 de janeiro de 2026

O corpo da notícia está bem escrito, e isso indica que os três erros acima não foram cometidos pelo jornalista, cujo nome omiti, mas (provavelmente) pelo estagiário a quem coube escrever o título e a linha fina (subtítulo).

O primeiro deles está no próprio título. Bastidor, entre outras coisas, é um caixilho de madeira usado para prender o tecido que será bordado ou pintado. A palavra teria de ser bastidores; o plural, nesse caso, não é opcional.

O segundo erro, ainda mais primário, consiste no uso da crase (e, portanto, do artigo feminino) antes de palavra masculina. Bastava a preposição: veio a público.

Por fim, em vez de “apoia o colega seguir atuando”, deveria estar escrito “apoia o colega a seguir atuando”. Lá sobrou um artigo, aqui faltou a preposição.

Eu poderia, se quisesse, obter uma renda extra apenas apontando, num canal do YouTube, os erros de Português cometidos na grande imprensa; e olhem que eu nem mesmo sou um especialista no assunto. Não pretendo voltar a escrever sobre isso, mas faço questão de deixar registrada aqui minha indignação: sendo os jornais em questão veículos de comunicação de grande alcance, é um escândalo que eles ensinem seus leitores a desaprender o Português.

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